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Meditação ativa: conheça os métodos de Osho, os benefícios estudados e a nova experiência do Casulo

Foto do escritor: Susan Galz
Susan Galz
há 5 dias
4 min de leitura

Você precisa ficar imóvel para meditar? E se o caminho para perceber o corpo e acalmar o ritmo começasse justamente pelo movimento?


Pessoas sentadas em cadeiras de meditação agasalhadas em templo de yoga natural com madeira e janelões de vidro
Imersão de Meditação Ativa - Barra de Ibiraquera/SC - 2026

Essas perguntas têm acompanhado os estudos da professora Susan. Depois de participar de uma imersão de 20 horas em meditação ativa, ela voltou inspirada para aprofundar suas pesquisas, experimentar possibilidades e construir uma prática com a sua própria sensibilidade.


Agora, Susan está finalizando sua primeira sequência de meditação ativa, reunindo estudos, experimentações e conhecimento musical. A estreia acontecerá durante o Acroyoga no Paraíso, de 13 a 15 de novembro de 2026, em Bombinhas.


O que é meditação ativa?

Duas filas de pessoas em pé, de frente uma à outra em meditação ativa em amplo templo

Meditação ativa é uma expressão usada para práticas que incorporam movimento, respiração, som ou dança ao exercício da atenção. Em algumas propostas, etapas mais movimentadas são seguidas por momentos de silêncio e observação.


Durante a experiência, o convite é perceber as sensações, os pensamentos e as emoções que aparecem. A atenção pode acompanhar os pés no chão, a respiração ou o movimento do corpo.


Para algumas pessoas, começar dessa maneira pode ser mais acessível do que sentar e permanecer em silêncio logo de início. Isso também amplia a ideia de meditar: a presença pode ser explorada em diferentes ritmos.


Os métodos de meditação ativa de Osho


Entre as referências estudadas por Susan estão os métodos de Osho. Suas meditações ativas têm estruturas próprias e combinam diferentes recursos para conduzir a experiência. Conheça quatro dessas propostas:


Meditação Dinâmica

A Meditação Dinâmica de Osho é uma prática intensa, organizada em cinco etapas. Reúne respiração, expressão corporal e emocional, saltos com vocalização, imobilidade e dança.


Uma de suas etapas utiliza a catarse, entendida nesse contexto como expressão de emoções por meio de movimentos e sons. Sentir alívio após se expressar, porém, não significa necessariamente resolver um sofrimento ou elaborar um trauma. A intensidade também não mede a profundidade da experiência meditativa.


Meditação Kundalini

A Meditação Kundalini de Osho começa com uma etapa de sacudir o corpo, seguida por dança e períodos de quietude.


O contraste entre movimento e silêncio é uma característica central dessa proposta. A prática convida a observar o que acontece no corpo ao longo dessas mudanças.

Turma de 20 mulheres e 2 homens de branco em frente ao templo de meditação ativa em Ibiraquera/SC
Formandos no curso de Meditação Ativa

Meditação Nataraj

Na Meditação Nataraj de Osho, a dança ocupa o centro da experiência, acompanhada por etapas de repouso e celebração.


A proposta é envolver-se na dança sem a preocupação de apresentar uma coreografia ou corresponder ao olhar de alguém.


Meditação Nadabrahma

A Meditação Nadabrahma de Osho utiliza um som contínuo, semelhante a um zumbido, movimentos das mãos e silêncio.

Ela mostra que uma meditação ativa também pode trabalhar com gestos pequenos e com a percepção do som, sem depender de movimentos intensos.



Das “rodinhas punks” à presença no cotidiano


Durante a imersão, Susan fez uma associação pessoal curiosa: algumas experiências nas “rodinhas punks” lembravam aspectos das meditações ativas.


O envolvimento com a música, o movimento espontâneo, a expressão e a calmaria na sequência para descanso, fizeram com que ela reconhecesse semelhanças com experiências que já conhecia.


Isso não transforma automaticamente uma rodinha punk em uma técnica de meditação. Foi uma percepção da Susan sobre como música e movimento podem nos envolver e trazer a atenção para a experiência presente.


Essa reflexão também abriu espaço para olhar o cotidiano. Dançar em casa, caminhar percebendo os passos, tocar um instrumento ou realizar uma tarefa com atenção às sensações podem se tornar oportunidades de presença. Muitas vezes, passamos por essas experiências sem perceber a qualidade da nossa atenção.


O que a ciência sabe sobre os benefícios da meditação?


A pesquisa científica oferece motivos para estudar essas práticas, com resultados que precisam ser compreendidos dentro de cada contexto.


Uma revisão publicada no JAMA Internal Medicine, com 47 estudos e 3.515 participantes, encontrou evidência moderada de melhora em sintomas de ansiedade, depressão e dor com programas de meditação mindfulness. Para estresse e qualidade de vida relacionada à saúde mental, a força da evidência foi menor.


Sobre o sono, uma revisão de 18 estudos, com 1.654 participantes, identificou melhora na qualidade do sono em comparação com intervenções de controle menos específicas. Os resultados não demonstraram superioridade em relação a tratamentos específicos para o sono.


Esses resultados não podem ser transferidos automaticamente para qualquer meditação ativa ou método de Osho. As técnicas, a frequência e os participantes variam entre as pesquisas. Uma nova sequência também precisa ser avaliada por seus próprios resultados.


Para quem deseja aprofundar o assunto, o NCCIH, órgão dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, reúne evidências e limites das pesquisas sobre meditação. A prática pode integrar o cuidado com o bem-estar e deve complementar os tratamentos de saúde quando eles forem necessários.


A primeira meditação ativa da Susan está chegando


Susan está finalizando uma sequência que nasce do encontro entre suas referências, a experiência prática, as experimentações e sua relação com a música.


Professora Susan sendo certificada em Meditação ativa pela mestre Natascha Ometto
Susan sendo certificada pela mestre Natascha Ometto

Seu conhecimento musical faz parte desse processo de criação: a escolha das músicas e a construção da sequência estão sendo pensadas junto com os movimentos e os momentos de pausa.



A proposta será apresentada pela primeira vez no Acroyoga no Paraíso, em Bombinhas, como parte de um fim de semana com Yoga, Acroyoga, natureza e convivência.



Estamos animados para compartilhar esse novo trabalho com vocês — e descobrir, juntos, o que pode surgir quando abrimos espaço para escutar, movimentar e perceber. 💚



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